Na sexta - feira(12), o apresentador global Jô Soares aventurou - se na missão de entrevistar a presidente Dilma Rousseff, desde então sua reputação foi posta de forma negativa dando deixa para piadas e dúvidas sobre sua lucidez para análise do cenário político atual, no Brasil.
Jô Soares é conhecido por entrevistas de embates, o apresentador geralmente interage e discorda do seu entrevistado em grande parte, deixando sua opinião sobre o assunto que o entrevistado discorre e até tentando provar seu ponto de vista contrário. Assim, Jô Soares foi conhecido como o dono das madrugadas, o jeito intelectual e cético cativava telespectadores, que buscavam algo mais crítico para assistir na TV aberta brasileira.
Na sua entrevista com a presidente, Jô Soares foi acusado de 'camaradagem', abandonando o perfil crítico e ranzinza criado e cultivado durante os anos que comanda o seu talk show na Rede Globo, onde antes criava raízes na emissora de Silvio Santos, o SBT. No início da entrevista Jô Soares brinca de forma irônica com as reivindicações pró-impeachment, quando fala que a presidente vinha "bem acompanhada com a turma do fora-fora". Permite o desenrolar de uma entrevista sem indagações importantes para o atual cenário brasileiro, deixando conversas leves de como Dilma conseguia acesso a leitura, em especial a Bíblia, no tempo em que estava presa pela ditadura militar.
Os telespectadores responderam com piadas na internet, acusando o apresentador de 'petralha', imparcial e anunciando seu 'falecimento intelectual'. Alguns designaram a responsabilidade para emissora, mesmo que tenha sido declarado que toda entrevista foi articulada e dirigida pelo entrevistador.
Já há especulações sobre um boicote ao programa de Jô Soares, possíveis gravações em SP de um novo talk show global comandado por Marcelo Adnet, colocando mais arrisca o status de 'insubstituível' do apresentador, que antes era tão aclamado pelo diferencial: o altíssimo senso crítico na maior empresa de comunicação do país.

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